Rodrigo, 38 anos, neurodivergente, parceiro da Ana, tutor de três gatos e colecionador curioso de interesses variados _

Sou Designer de Interfaces e Produtos há mais de 10 anos — quando descobri que desenhar e documentar componentes, interações, espaçamentos e como tudo se relaciona era o que me dava o equilíbrio perfeito entre desafio e satisfação.

Gosto de trabalhar em sistemas complexos, desenhar estruturas que tenham propósito, que escalem, que sirvam para construir o que é esperado mas que também permitam que eu e outros designers brinquem — como os blocos coloridos de plástico que eu tanto amava, e ainda amo, quando era criança.

Side profile of a man with dark hair, glasses, and facial hair, enclosed in a red square outline.

Sou um designer de UI que trabalha um nível abaixo da tela _

A maioria dos portfólios mostra o resultado — a interface pronta, o fluxo finalizado. O meu mostra as decisões que tornam isso possível: o token que carrega uma cor por cem componentes, o tamanho do texto que se sustenta quando uma tela alcança uma largura que você não previu, a convenção de nomenclatura que significa a mesma coisa pra quem está na primeira semana e pra quem está no terceiro ano.

É esse o trabalho que eu faço. Construo sistemas — não como entregável, mas como ambiente. Um lugar onde outros designers podem se mover rápido sem quebrar nada, tomar decisões sem adivinhar, e criar telas que parecem pertencer ao mesmo mundo.

É um trabalho lento. Intencionalmente. Desenhar um sistema exige olhar para os detalhes tempo suficiente pra entender quais importam e quais apenas parecem que importam. Exige documentação que de fato vai ser lida, componentes que se sustentam em condições que você não previu, e essas escolhas vão ser usadas por pessoas que você nunca vai conhecer.

Procuro um lugar onde o meu trabalho importe _

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